SkillOperaçõesCriação
Arquiteto de Knowledge Base Interna
Desenha a arquitetura de uma knowledge base interna sustentável, com taxonomia, ownership, ciclo de vida e governance.
Ações
PerfilOperações
ProfundidadeAlta
IdiomaPortuguês
Objetivo
Em uma frase.
Desenhar a arquitetura de uma KB (Knowledge Base) interna que se mantém útil ao longo do tempo. A skill cobre: taxonomia, ownership, ciclo de vida do documento, padrões de template, governança e métricas de saúde. A entrega é uma especificação implementável em Notion, Confluence, Coda, GitBook ou ferramenta equivalente, com plano de migração se já existe KB legacy.
Aplicação
Quando
faz sentido.
Usar
- Empresa vai escolher e implementar primeira KB interna formal.
- KB existente virou "pasto de docs": documentos órfãos, busca quebrada, ninguém confia.
- Crescimento do time tornou o conhecimento tribal insustentável.
- Fusão de empresas exige unificar duas KBs distintas.
- Auditoria interna apontou ausência de documentação rastreável.
- KB atual será migrada para outra ferramenta e oportunidade de reestruturar.
Não usar
- Para escrever um documento específico (SOP, runbook) → use sop-writer ou runbook-writer.
- Para mapear processo end-to-end → use process-documentation.
- Para documentar feature de produto → não é escopo desta skill (KB é interna).
- Para escolher ferramenta de KB (Notion vs Confluence vs Coda) → esta skill ajuda no critério, mas escolha final é decisão de tooling separada.
Prompt
Instruções
para a IA.
Passo 1 — Definir o escopo e o modelo de governança
Decisão estratégica antes de tudo:
Escopo:
- Full: KB cobre todo conhecimento operacional da empresa (operações, eng, ops, vendas, marketing, RH, finance).
- Specialized: KB foca em um domínio (ex: só engineering, só customer-facing).Modelo de governança: - Centralizado: existe time/papel dedicado de Knowledge Manager. Aprovação central de novas seções. Mais consistente, menos ágil. - Federado: cada área tem owner próprio. Padrões mínimos globais. Mais ágil, risco de inconsistência. - Híbrido: estrutura global definida centralmente; conteúdo descentralizado por área. Default recomendado para empresas de 50-500 pessoas.
Documentar a escolha e a justificativa. Sem isso, a KB cresce sem norte.
Passo 2 — Definir taxonomia top-level
Taxonomia top-level é a estrutura de navegação principal. Mantê-la estável (raramente muda) e rasa (3 níveis no máximo na maior parte).
Taxonomia padrão Gzero para empresa de software:
``
KB Interna
├── 1. Empresa
│ ├── Quem somos / cultura / valores
│ ├── Estrutura organizacional
│ ├── Políticas (incluindo acceptable-use, ética)
│ └── Onboarding (geral, primeira semana)
├── 2. Pessoas
│ ├── Benefícios e remuneração
│ ├── Férias e licenças
│ ├── Carreira e mobilidade
│ └── Saúde, segurança, ergonomia
├── 3. Operações
│ ├── Runbooks
│ ├── SOPs
│ ├── Incident response
│ └── Vendor management
├── 4. Engineering
│ ├── Stack e arquitetura
│ ├── Padrões de código e review
│ ├── Deploy e release
│ └── Onboarding engineering
├── 5. Produto
│ ├── Roadmap (público interno)
│ ├── Decisões de produto
│ └── Pesquisa de usuário
├── 6. Comercial
│ ├── Pricing e packaging
│ ├── Sales playbook
│ └── CS playbook
├── 7. Compliance / Segurança
│ ├── Políticas formais
│ ├── BCP, DR
│ └── Auditoria
└── 8. Arquivo
└── Documentos arquivados (ver passo 5)
`
A árvore real será ajustada pelo escopo. O importante é: top-level navegável, profundidade controlada, sem 47 nós no primeiro nível.
Passo 3 — Estabelecer ownership por seção
Cada seção (e cada documento crítico dentro dela) tem um owner. Owner é o papel responsável por:
- Manter o conteúdo correto.
- Aprovar mudanças significativas.
- Revisar segundo cadência definida.
- Arquivar conteúdo obsoleto.
Owner é papel, não pessoa. "Gerente de Operações" sobrevive a turnover; "Maria Silva" não.
Output: matriz seção → owner_role → backup_role.
Documentos sem owner são considerados órfãos e entram em fila de arquivamento (ver passo 5).
Passo 4 — Definir templates obrigatórios
Documento sem template gera variância alta e qualidade baixa. Templates mínimos:
| Tipo | Quando usar | Skill relacionada |
|---|---|---|
| SOP | Processo formal repetitivo | sop-writer |
| Runbook | Procedimento operacional / on-call | runbook-writer |
| Decision log / ADR | Decisão de produto, técnica ou operacional | (criar template Gzero) |
| Meeting notes | Reuniões importantes | meeting-notes |
| Postmortem | Pós-incidente | incident-postmortem |
| Onboarding guide | Por papel | (template específico) |
| Política | Documentos formais (AUP, conduta) | acceptable-use-policy |
| Project status / brief | Documentos de projeto | project-status-report |
| FAQ | Lista de perguntas comuns por área | (template simples) |
Cada template tem campos obrigatórios: título, owner, última revisão, próxima revisão, status, tags.
Passo 5 — Definir ciclo de vida do documento
Documentos têm vida útil. Estados explícitos:
`[Draft] → [Active] → [Stale] → [Archived]
↓
(revisado → volta para Active)
``- Draft: em construção, não confiável. Marcação visível. - Active: revisado e atualizado dentro da cadência. - Stale: passou da data de revisão sem update. Banner visível no topo. - Archived: obsoleto. Movido para seção "Arquivo" (não deletado, para histórico).
Cadência de revisão por tipo:
| Tipo | Cadência mínima | |---|---| | Política / SOP regulatório | Anual | | Runbook crítico (P0/P1) | Trimestral | | Runbook geral | Semestral | | Decision log / ADR | Imutável (mas linkável a sucessor) | | Onboarding | Trimestral | | FAQ | Trimestral | | Status de projeto | Quando muda |
Implementação técnica: campo de data de próxima revisão no template; automação (Notion automation, Confluence macro) muda status para Stale quando passa do prazo.
Passo 6 — Estabelecer padrão de navegação e busca
Navegação:
- Sidebar sempre visível com top-level expandido.
- Breadcrumbs em toda página.
- Páginas índice para cada seção (não despejo direto de documentos sem rumo).
- Links cruzados entre documentos relacionados (não duplicar conteúdo).
- Limite de profundidade: 4 níveis. Acima disso, reestruturar.Busca:
- Tags consistentes: taxonomia de tags definida e finita (~50 tags totais), não tag livre. - Títulos padronizados: começam com a "coisa", não com verbo. Ex: "Política de Senhas", não "Como gerenciar senhas". - Front matter / metadados: todo documento tem owner, tags, data, status visíveis. - Validação periódica: pesquisar por termos comuns; se a resposta não aparece nas três primeiras, há gap.
Passo 7 — Plano de migração (se houver KB legacy)
Se já existe KB anterior, migração precisa de plano:
1. Inventário: listar tudo que existe na KB atual.
2. Triagem: classificar em (a) migrar como está, (b) reescrever e migrar, (c) consolidar com outro doc, (d) arquivar.
3. Priorização: documentos mais acessados migram primeiro.
4. Map de redirect: URL antiga → nova, mesmo que apenas em planilha.
5. Janela de coexistência: KB antiga em read-only por X meses, com banner "este conteúdo migrou para [link]".
6. Sunset: KB antiga é desligada apenas quando >95% do tráfego está na nova.Migração genérica ("vamos passar tudo") sem triagem entrega bagunça com outro nome.
Passo 8 — Estabelecer governança contínua
KB sem governança degrada em 6-12 meses. Estrutura mínima:
- Knowledge Manager (papel ou parte de papel): zela pela KB como um todo.
- Owners de seção: revisão e qualidade do seu domínio.
- Comitê de KB (trimestral): reúne owners, revisa métricas, aprova mudanças estruturais.
- Política de criação: novo documento exige template + tags + owner.
- Política de arquivamento: documentos Stale por >90 dias entram em fila de revisão; sem ação, viram Archived.Documentar tudo isso em um meta-documento (geralmente "Como usamos a KB").
Passo 9 — Definir métricas de saúde da KB
Sem métricas, KB degrada sem aviso. Métricas obrigatórias:
| Métrica | Como medir | Alvo |
|---|---|---|
| % de documentos com owner | Audit periódica | ≥ 95% |
| % de documentos Active (não Stale) | Audit periódica | ≥ 80% |
| Buscas com resultado clicado | Analytics da ferramenta | ≥ 70% |
| Buscas sem resultado | Analytics | < 5% das buscas |
| Tempo desde última edição (mediana) | Audit periódica | < 90 dias |
| Documentos com >12 meses sem edição em Active | Audit | < 10% |
| NPS interno da KB | Pesquisa trimestral | ≥ 7 |Dashboard simples com essas métricas. Revisado no comitê.
Passo 10 — Estabelecer cultura de uso
Arquitetura boa não basta sem cultura. Habilitar:
- Onboarding: todo novo colaborador faz tour pela KB na primeira semana.
- Slack norm: "está documentado em [link]?" antes de responder mesma pergunta pela quinta vez.
- PR/MR norm: mudança em sistema/processo crítico exige update de documento como parte da entrega.
- Reconhecimento: destacar contribuidores de docs no all-hands ou similar.
- Anti-padrão a banir: "perguntou na Maria que ela sabe" → resposta padrão é "vamos achar/criar o doc".Cultura emerge de ritual e exemplo. Liderança usar a KB ativamente é o sinal mais forte.
Constelação
Onde
ela vive.
Bundles que incluem
Execução
Como usar
com IA.
- 01Copie a skill (botão "Copiar skill para IA", no topo): o texto copiado já é a skill completa, não um resumo.
- 02Abra o Claude ou Claude Code e cole — a IA recebe todas as instruções e fica pronta para a tarefa.
- 03Prefere usar como arquivo reutilizável? Baixe o .zip e coloque o
SKILL.mdem.claude/skills/(Claude Code) ou anexe o arquivo no Claude (claude.ai).